terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Aids no século XXI

Todo dia primeiro de dezembro é marcado internacionalmente como sendo a luta contra a Aids. Mas o que é Aids em pleno século XXI? As pessoas debatem abertamente sobre a doença, livre do estigma? Já superamos o preconceito envolvido na doença? 
Os números de 2014 mostram que conseguimos reduzir a mortalidade devido ao avanço do tratamento, porém isso não deve causar na população a falsa ilusão de que Aids tem cura. Um paciente vive driblando as doenças oportunistas e as altas taxas de medicamentos durante toda a vida. Mas vivemos uma época em que não se vê pessoas morrerem de Aids toda a semana como no final de década 80 e meados de 90. Isso causa a impressão de controle sobre o vírus. 
Não estamos imunes ao contágio, ou aquela máxima de que isso nunca acontecerá com a gente ou com alguém próximo a nós. 
Os dados do Ministério da Saúde apontam que em 2012 86% das mulheres infectadas mantinham relações heterossexuais.
Os casos entre as mulheres avançam juntamente com o preconceito. É dado à mulher o direito de pedir ao parceiro (independente do tempo em que estão juntos) para que ele use preservativo? Qual o poder de negociação da mulher? A desigualdade econômica de gênero só dificulta tal procedimento.
Dados desse primeiro de dezembro de 2014 indicam o aumento de casos de Aids entre jovens de 15 à 24 anos, em sua maioria homens. E os jovens adultos com ensino médio completo e em grande parte ensino superior completo também. Qual a relação que os adolescentes fazem com o sexo? Qual a noção de liberdade e de pertencimento social?
Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Amazonas aumentaram o índice de casos acima da média nacional. A quem se destina as campanhas de prevenção? Sim, são vários grupos de risco. Mas além de toda a campanha de saúde pública está o nosso papel como cidadão. E por que o país do Carnaval rejeita o debate aberto sobre questões ligadas à sexualidade? Até quando?