sábado, 1 de fevereiro de 2014

Perdão e Gratidão

"O homem é só um laço de relações, apenas as relações contam para o homem”.
(Saint-Exupéry)
 

Independente de gostarem ou não de novela, precisamos reconhecer que a cena final de "Amor à Vida" nos emocionou porque se aproxima da realidade de todos nós e fala sobre sentimentos humanos e cotidianos. O filho (Félix) que cuida do pai doente (César) no final da vida, apesar de todas as humilhações sofridas, mostra o quanto o amor pode nos fazer perdoar. Da mesma forma que o pai opressor e preconceituoso agradece ao filho ao reconhecer o cuidado recebido. Sim, somos levados à emoção pelas ótimas atuações e direção, mas sabemos que em nosso caminho existencial quantas vezes somos pegos nessa mesma situação. Como deixar a mágoa para trás e seguir? O perdão é antes de tudo, o perdão de si mesmo. É resignificar as relações vividas o tempo todo. É o tempo que nasce de minhas relações com as coisas. O tempo da recordação e o tempo do amor. Vamos pensar que nas relações vividas nós sempre fazemos o que é possível. E o possível é a possibilidade de nos soltarmos de nossa culpa eterna. Viver é o que há de mais libertador.

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