domingo, 9 de fevereiro de 2014

Percepção


“As coisas nos olham. O mundo visível é um excitante perpétuo – tudo desperta ou alimenta o instinto de se apropriar da figura ou do modelado da coisa que o olhar constrói”.   
(Valéry)

Podemos pensar em essência das coisas, termo clássico da abordagem fenomenológica existencial, ao contrário àquela que se mostra como futuro das coisas, e sim como aquilo que ainda não aconteceu. Isso nos leva ao pensamento de que o movimento e acontecimento das coisas se apresentam ao homem como sendo a percepção dessas mesmas coisas. E nesse acontecer é que a percepção se reafirma. De acordo com a teoria fenomenológica merleau-pontyana, o fato é justamente (ou simplesmente) aquilo que se apresenta. Cada um de nós possui olhares pessoais e plurais para os fenômenos, que se colocam sempre imersos no mundo.
Podemos compreender o homem como o ser que se expressa, tendo como base a própria experiência vivida; e nos perguntamos então, sobre o mundo e como ele é percebido. No mesmo instante em que nos indagamos qual a direção que o nosso olhar se move. É certo pensarmos que no cotidiano de nossas ações essa indagação não é feita, ao menos não a expressamos. O olhar vai para algum lugar e nos movemos sem pensar muito, no dia-a-dia. Em qual momento fazemos esta pergunta? Caminharemos no entendimento dessa interrogação.  Mas antes disso fica a reflexão a vocês sobre o assunto!

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