quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu e o outro



A possibilidade de resignificar é a partir de mim para o outro; assim o mundo se mostra ao homem da mesma forma que o homem se coloca no mundo. Os tempos vividos: presente, passado e futuro se misturam no exato momento em que o futuro é o instante após o presente. O amanhã se mostra no instante seguinte que o presente se tornou passado.
Nessas várias possibilidades de ser, vivemos a intensidade da vida compartilhada, da vida com o outro. E quem é esse outro que chega até mim? O corpo do outro existe para mim na medida em que eu me certifico de meu próprio corpo. O corpo lançado ao outro, ao mundo, as várias possibilidades.
Desta maneira, é possível pensarmos que nós olhamos e somos olhados o tempo todo, e assim, a arte é nos apresentada como forma de expressão, comunicação; ampliando as possibilidades do olhar. A arte é palavra, é percepção, é corpo é subjetividade. O corpo do outro, daquele que se expressa é o mesmo corpo de quem o vê; porém somos sujeitos particulares e nossa subjetividade é que nos diferencia. Estamos todos imersos nesse fundo de natureza, nessa sociedade e na cultura em que nascemos.
Vivemos o nosso caminho com a certeza da finitude, buscamos a vida tal qual nossa possibilidade de sermos sujeitos ativos, sonhadores, que experimentam, que lutam pelas vontades e desejos e que nesse andar procuramos sempre a liberdade de ser como a gente quer ser e como a gente pode ser.

3 comentários:

  1. Sempre caríssimo Serginho!
    Seus textos são sempre enriquecedores, mas além do conhecimento e da reflexão que acabamos fazendo, ainda temos o prazer da leitura gostosa, descontraída! Parabéns! Continuo seu fã! Abração!
    José Roberto Tavares Lima

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  2. well done, amigo! excelente post!

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