domingo, 29 de dezembro de 2013

O queremos do próximo ano?



“Usamos palavras. Elas servem de mediador entre o nosso consciente e o mundo. O falar torna-se mais do que um assinalar, torna-se um representar as coisas com seus conteúdos, torna-se um avaliar e significar. As palavras representam unidades de significação”. (Fayga Ostrower) 

Essa citação nos remete à reflexão de final de ano - o que queremos do novo ano que se aproxima? É muito interessante a possibilidade de fazer uma lista com as metas e desejos que queremos cumprir. Colocar em palavras nossos sonhos é a possibilidade de nos aproximarmos da realização. É preciso, de tempos em tempos, revisitarmos essa lista e nos cobrarmos ações práticas. Listas só saem do papel com atitude, porém dedicarmos um tempo a nós mesmos, refletirmos o que fizemos do ano que termina; é o início para objetivarmos a mudança. E esse tempo de reflexão é tão importante! Quantas vezes nós nos vemos automaticamente realizando nossas tarefas? Quantas vezes desprezamos um pôr-do-sol ou uma tarde com amigos?  Quantas vezes prometemos que em data definida (a famosa segunda-feira) mudaremos nossos hábitos? Se deem o tempo para observarem a própria vida. Invistam uma hora do dia na lista das metas do próximo ano mas façam com vontade, com a certeza de que irão buscar a realização. Nós construimos o nosso caminho!

*Agradeço a todos pelo ano de partilha, visitas ao blog, comentários. Vamos juntos no próximo ano! Feliz 2014!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Solidão

Solidão é a mesma coisa que estar sozinho? Muitas pessoas se sentem mal nessa época de final de ano pois não veem a alegria exagerada que muitos demonstram. Não é incomum encontrar pessoas que não gostam do clima natalino, porque não se sentem parte dele. Isso não é solidão; é apenas um modo de ser que se difere de tantos outros. Vamos lembrar que cada um de nós se mostra a partir da própria individualidade. Toda a forma de padronização social é antidemocrática. Somos sujeitos independentes se caminharmos junto ao nosso destino que é o de ser livre.  E corresponder a essa liberdade é antes de qualquer coisa se conhecer. Nós precisamos saber quem somos, do que gostamos, o que nos faz sentido. E muitas vezes para que isso ocorra é necessário estar sozinho. Uma caminhada no parque ou na praia, sozinho, ouvindo música, em contato com a natureza pode ser libertador, pois estamos soltos de nossas amarras sentimentais. Soltos da obrigação de que devemos sempre estar em grupos rindo alto. A solidão automaticamente se traduz no imaginário com a cena de uma pessoa sozinha caminhando pela rua em um dia chuvoso. A felicidade é melhor compartilhada, somos sujeitos entrelaçados no mundo; porém para que isso ocorra precisamos conhecer sobre nós mesmos. Estar sozinho não é estar só, ou viver a solidão. Solidão é desamparo é desesperança, é falta de sentido de vida. E isso deve ser acompanhado. Como diria a canção "a solidão devora, é prima irmã do tempo".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Amor e Razão?

As palavras que se destacaram na última enquete, cuja pergunta era "O que move você?" foram amor e razão. O curioso foi que empataram e em segundo lugar veio equilíbrio. É possível ter amor com razão? E ao mesmo tempo é viável ter razão e amor? O que vocês consideram mais importante para igualar essa equação? Somos no cotidiano de nossas ações mais explosivos, obstinados a nos envolver emocionalmente nas coisas, por vezes impulsivo ou ao contrário, nós nos mostramos serenos, só entramos num jogo se tivermos a certeza da vitória, e acima de tudo não mostramos nossa fragilidade? Ah sim, é possível amar sem perder a consciência crítica? Amar... verbo intransitivo...
Muitas perguntas e talvez vocês tenham tantas outras a se perguntar pois somos convidados todos os dias a fazer escolhas (das simples e corriqueiras às complexas) e o que move nossas decisões? E "por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucura do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor." Quem já perdeu a razão para poder amar? O que sabemos é que amamos o tempo inteiro: filhos, pais, mulheres, homens, amigos, trabalho... Amamos a vida simples e menos intencional, amamos o pôr-do-sol, a lua cheia, o mar agitado, o banho de mar, o ar da montanha, o sorvete, o papo descontraído... Amamos rir e nos divertir... Amamos amar a falsa certeza da razão que nos leva a não razão. 

PS: O trecho do poema citado é do Carlos Drummond de Andrade e a citação involuntária a um livro do Mário de Andrade, coincidência ou não ambos com o mesmo nome: Amar, verbo intransitivo.

domingo, 21 de julho de 2013

Antes da meia noite

Antes da meia noite é a sequência de outros dois filmes sobre a vida de Celine e Jesse. O casal que todos aprenderam a se encantar desde jovens na descoberta do amor e da liberdade. Passados dez anos eles retornam a se encontrar andando pelas ruas de Paris. Esse terceiro filme, e provável último da série, estão casados e passando férias de verão na Grécia. A primeira impressão pode ser a trilogia de mais do mesmo das comédias românticas, mas ao contrário, a força do filme está no diálogo entre esses personagens que poderiam ser qualquer um de nós. A força com que os ouvimos nos remete a histórias que já escutamos de um amigo ou até mesmo experiências da nossa própria vida. 
O amor que surge na juventude com o frescor da primavera e o mesmo amor que se despede e pede licença para que retornemos as nossas vidas cotidianas já que nem sempre podemos largar tudo e seguir o sonho vivido. A espera sofrida pelo reencontro, a saudade que não nos deixa, a imagem do outro em nossos corações. Somos lançados ao mundo carregando a sombra daquilo que um dia tivemos. Até que enfim nos desprendemos de nossos confortos e confiamos naquele primeiro encontro para então acreditar que mais maduros viveremos juntos e felizes. Até quando dura o para sempre? Será que o para sempre termina no exato momento do encontro? Ah, vivemos a ilusão juvenil dos poetas apaixonados! Mas a realidade é outra: a convivência. É o equilíbrio do cotidiano que alimenta os reencontros. Antes da meia noite é o dia-a-dia de duas pessoas que buscam ainda acreditar no amor. Forte, nu e sem máscaras... Como a vida.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Anjo Pornográfico

Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.

(Nelson Rodrigues) 

O que é ser homem no século XXI? Parece frase bem clichê mas vamos ampliar a pergunta para o que é educar um filho homem? Foi lendo o livro "Homens e suas máscaras" do Luiz Cuschnir (que aliás eu recomendo) há uns dez anos que pensei como se dá a relação de pais e filho em meio a tantas mudanças culturais. O homem forte, herói, desbravador e sem medo foi superado por algo mais real e verdadeiro? Será que os homens já podem se mostrar da maneira como gostariam? Pesquisas científicas sempre vão nos mostrar algo do tipo - veja se o seu cérebro é mais masculino ou feminino. O metrossexual inspirado nos jogadores de futebol "autorizam" os meninos a pensar em moda, em como se vestir e se cuidar, porque o jogador de futebol é símbolo de masculinidade. Revistas masculinas podem expandir o universo do apelo sexual e se aproximar do que é o homem de fato? São tantas perguntas, o que está em jogo é o respeito pelo universo infaltil que por si mesmo é lúdico. Menino pode brincar de boneca e menina de bola? As mães conseguem ser felizes se virem sua filha jogando bola? Fujam do medo da sexualidade. Isso não está em jogo; mas sim o direito a liberdade; o direito a conhecerem o mundo pelo buraco da fechadura como todo menino já fez e sempre fará. Somos mais práticos, talvez. Somos mais focados e menos emocionais, quem sabe. Somos o que somos, como diria Arnaldo Antunes, inclassificáveis.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu e o outro



A possibilidade de resignificar é a partir de mim para o outro; assim o mundo se mostra ao homem da mesma forma que o homem se coloca no mundo. Os tempos vividos: presente, passado e futuro se misturam no exato momento em que o futuro é o instante após o presente. O amanhã se mostra no instante seguinte que o presente se tornou passado.
Nessas várias possibilidades de ser, vivemos a intensidade da vida compartilhada, da vida com o outro. E quem é esse outro que chega até mim? O corpo do outro existe para mim na medida em que eu me certifico de meu próprio corpo. O corpo lançado ao outro, ao mundo, as várias possibilidades.
Desta maneira, é possível pensarmos que nós olhamos e somos olhados o tempo todo, e assim, a arte é nos apresentada como forma de expressão, comunicação; ampliando as possibilidades do olhar. A arte é palavra, é percepção, é corpo é subjetividade. O corpo do outro, daquele que se expressa é o mesmo corpo de quem o vê; porém somos sujeitos particulares e nossa subjetividade é que nos diferencia. Estamos todos imersos nesse fundo de natureza, nessa sociedade e na cultura em que nascemos.
Vivemos o nosso caminho com a certeza da finitude, buscamos a vida tal qual nossa possibilidade de sermos sujeitos ativos, sonhadores, que experimentam, que lutam pelas vontades e desejos e que nesse andar procuramos sempre a liberdade de ser como a gente quer ser e como a gente pode ser.

terça-feira, 19 de março de 2013

HIV/AIDS: Crescimento dos casos entre jovens

 O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2011) aponta para os casos de AIDS no país e alguns dados que sinalizam mudanças. 

1. Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos, 2000 a 2010, a taxa de incidência caiu no Sudeste de 24,5 para 17,6 casos por 100 mil habitantes. Nas outras regiões, cresceu: 27,1 para 28,8 no Sul; 7,0 para 20,6 no Norte; 13,9 para 15,7 no Centro-Oeste; e 7,1 para 12,6 no Nordeste. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (56%).

 2. A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998. Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

 Dados do Ministério da Saúde (2012) apontam para número crescente de casos entre jovens e revelaram ainda um aumento na contaminação de jovens homossexuais, com idade entre 15 e 24 anos. Interessante matéria abaixo:

 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/crescimento-da-aids-entre-os-jovens-preocupa-ministro-da-saude.html

Caminhos e Possibilidades II

Qual a sensação provocada pelo labirinto? Qual a primeira ideia que vocês pensam quando olham essa foto? O que fariam se estivessem nessa situação? Existe saída possível? Qual a melhor forma de buscar o caminho correto?

Como lidar com algo novo e que te provoca refletir sobre você mesmo? O novo assusta? Qual o seu comportamento diante do labirinto?

Vamos refletir sobre os caminhos e possibilidades!

Caminhos e Possibilidades

O que a imagem provoca em vocês? Que sensação ela te causa? Você se imagina nesse lugar? Para que lugar a estrada te leva? Por que você gostaria de estar na estrada?

Refletir sobre os caminhos escolhidos, para qual destino essa estrada te levará, em que lugar você gostaria de estar nesse exato momento.

O que fazemos das nossas escolhas? Como fazemos nossas escolhas? Por que nos lançamos no mundo?