segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Uma tarde de fim de verão

Não consigo imaginar uma tarde de fim de verão sem a presença do mar. A sensação de estar próximo ao mar faz da cidade um movimento particular. Pense numa cidade sem praia e em outra cidade com praia. Mesmo que não gostemos da praia em si o ritmo e o movimento que ela oferece às pessoas é diferente. Somos a partir daquilo que nos deixamos envolver. O quanto nós percebemos um pôr-do-sol ao longo de nossos tão corridos dias? O quanto na volta para casa olhamos, nem que por segundos, a praia a nossa volta e agradecemos por esse momento. Sempre nos dizem que felicidade são momentos; então é justamente a partir desses encontros que somos felizes. Podemos nos encontrar com o mar, com um pôr-do-sol, com a pessoa amada. São todos encontros possíveis. Mas o que nos faz estar ali inteiros a eles? Qual a nossa ousadia em nos deixar seduzir pelo mar e pela vida? Mesmo nos dias em que sentimos que nada deu certo, ou que temos a sensação de que nada dará certo vamos nos permir momentos como a simples observação do mar. Vamos perceber o quanto de intenso existe nesse encontro. Uma tarde de fim de verão é para todos nós. Tornemos os encontros possíveis.