domingo, 14 de agosto de 2011

Cisne Negro

Doçura, sensibilidade, pureza, calma e leveza. Selvagem, impulsivo, forte, sensual e intenso. Cisne Branco e Cisne Negro. O que cada um de nós carrega de cada personagem do espetáculo? A bailarina busca a perfeição do movimento, do corpo, a exaustão. Os exercícios repetitivos e as dores físicas e psicológicas da busca do ideal. Para se aproximar do Cisne Negro a menina frágil e de rosto triste precisou mergulhar no mais escuro mundo psicológico. Cada minuto de seu dia é dedicado à dança e àquilo que isso representa para ela. Enfrentar a sombra, aquilo que não queria reconhecer em si mesma. Encarar o obscuro e se olhar no espelho. Tão difícil esse momento de ver a si mesmo, de reconhecer seus limites. Como numa caixinha de música, a bailarina parece nem tocar os pés no chão, e o sons falam de uma menina, quase criança, assustada com o mundo adulto. Imagens comprovam a todo tempo o que sente a personagem. Mas como representar um papel tão forte, sensual, atraente como o Cisne Negro? Mergulhando na própria sexualidade. Os movimentos da dança são exteriores ao entendimento do prazer e do próprio corpo. São pessoas distintas a menina da bailaria ou seriam a mesma? O branco e o negro são tão distantes assim ou caminham lado a lado? Mais uma vez a imagem refletida no espelho. Quem é aquele que em mim eu vejo? A resposta está no meio encontrado para deixar o negro se desocultar. Apreciem Cisne Negro como obra de arte e psicológica.