sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ser ou não ser?

Recebi um comentário anônimo em uma das minhas postagens com perguntas bem interessantes. Somos influência do meio em que vivemos ou influenciamos o meio? Como o homem deve se portar sendo autor de sua própria história? Resumir nesse espaço resposta a tais perguntas é tarefa impossível. Mas isso me fez pensar em algumas coisas.

O homem como um ser-no-mundo aberto às possibilidades ele ao mesmo tempo influencia e é influenciado pelo ambiente em que está. Se somos-com-os-outros então reagimos de acordo com o que nos chega do meio. E onde fica nosso direito de escolha? Mas é da possibilidade e impossibilidade que nasce a escolha. Somos livres para atuar de acordo com nosso desejo, com os limites já comentados aqui nesse blog, mas podemos escolher se saimos de A e vamos em direção a B. Podemos escolher qual a hora de fazer essa ponte e se queremos fazer a ligação e mudança. Cada um tem um tempo de maturação, de envolvimento e de necessidade em mudar. Somos enquanto indivíduo e desta forma a subjetividade nos move. Qual o sentido da nossa mudança? Para onde queremos ir? Por que largar A e ir em direção a B?

Somos os protagonistas, autores e atores da própria história. Queremos sempre ser ouvidos em nossas particularidades, sem generalizações; pois somos únicos. Temos esse direito. Mas em muitas vezes precisamos expor nossas dúvidas, nossos medos e assim sair do conforto. Cada um sabe o seu tempo, o seu momento de olhar a si mesmo e se perguntar: o que eu quero de mim; e o que eu espero de mim?

Sonhos (eleita pela enquete)

O que é o sonho? É esperar por alguma coisa que queremos muito? É refletir sobre vontades e desejos e imaginar como isso seria? É pensar em nós mesmos de outra forma, realizando coisas diferentes do que fazemos hoje em dia? Podemos dizer que sonhar é tudo isso, é de alguma forma "iludir" a mente e por instantes vivermos no mundo da fantasia e do ideal. Quando sonhamos a noite muitas vezes eles refletem o nosso dia anterior, ou nossas preocupações. Mas há o limite entre a fantasia e a realidade. Não podemos nos deixar levar pelo mundo das possibilidades sem rumo, entregues ao desejo pois dessa forma nos perdemos de nós mesmos.

Por outro lado o homem é a partir daquilo que ele busca, e assim, é inerente ao homem o sonhar. Com isso, o homem não vive seu caminho existencial sem o sonho, sem esse sentido de se conseguir certas coisas. Vivemos em busca de ideais, planos, conquistas. Somos esse ser-no-mundo e ser-com-os-outros e por isso necessitamos de sentido de vida.

Vivemos a morte do sonho; sendo este realizado ou não. A partir disso buscamos um novo sonho. É o eterno recomeço. Lidamos com isso o tempo todo; com o possível e o não possível; com o real e o ideal, com a escolha entre A e B. E desta forma, caminhamos sempre em busca de novos planos.

Muitas vezes as pessoas precisam reencontrar o sentido de vida; e assim poder seguir seu caminho.