segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As melhores coisas do mundo

Quando pensamos sobre a adolescência lembramos de velhos clichês do tipo: “transição da infância para o mundo adulto”, “fase das mudanças do corpo”, “período de revolta, de não pertencimento” e vários outros. Ao assistirmos “As melhores coisas do mundo” nos vemos diante da adolescência real já que o filme aborda com sensibilidade e veracidade temas como: adaptação, formação de grupos, bullying virtual, depressão, sexualidade, preconceito e família.

Observar esses aspectos é a forma de entender e acolher o jovem que vive intensamente essa mudança. O filme mostra o aspecto principal que é o de criar um mundo particular e não aceitar o que venha de fora ou o que pareça imposto e sem explicação. Com isso, o adolescente busca conhecer seu limite o tempo todo em nome de algo que às vezes ele mesmo nem sabe o que é.

O filme pode ser a ponte entre pais e filhos; ou vice-versa. Quando o diálogo desaparece ou muitas vezes não conseguimos conversar com alguém por motivos diversos, podemos juntos assistir a um filme cuja temática desejamos abordar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Afetividade

“A vida afetiva é a dimensão psíquica que dá cor, brilho e calor a todas as vivências humanas. Sem afetividade, a vida mental torna-se vazia, sem sabor. Afetividade é um termo genérico, que compreende várias modalidades de vivências afetivas, como o humor, as emoções e os sentimentos.” (Dalgalarrondo, 2008)

“Defini-se afeto como a qualidade e o tônus emocional que acompanha uma ideia a representação mental. Os afetos acoplam-se a idéias, anexando a elas um colorido afetivo. Seriam, assim, o comportamento emocional de uma ideia.” (Dalgalarrondo, 2008)

“A vida afetiva ocorre sempre em um contexto de relações do Eu com o mundo e com as pessoas, variando de um momento para o outro à medida que os eventos e as circunstâncias da vida se sucedem.” (Dalgalarrondo, 2008)

O sim e o não

Boa reflexão é pensar sobre o que se torna mais essencial na educação da criança: valores ou limites. O limite vem do exemplo / modelo que a criança vê em casa. E, a princípio, a criança faz tudo por imitação. O pai que faz pequenos delitos éticos na frente dos filhos, ou em momentos levando vantagens, ou humilhando pessoas de classe social inferior, enfim... Isso tudo é o reflexo da criação dos futuros jovens. Acho que cada vez mais a família deixa de dizer "não" ao seu filho com medo de magoá-lo ou até como recompensa pela culpa de trabalharem muito e terem pouco tempo livre para os filhos. É uma teia complexa. E quando se diz "não" a pessoa tem que parar e explicar o porquê do não. Nesse tempo em que parar é um absurdo educar pelo "sim" passa a ser a estratégia imediata de se ver livre do problema.

Valores são importantes, mas não vejo dissociado do limite. É tudo parte da mesma relação. A cultura, a forma ética como os pais vivem e se apresentam socialmente indica o quanto e a forma de limite que eles passarão aos seus filhos. A criança precisa vivenciar o fato de que não poderá tudo, de que há coisas que não são possíveis. É parte da vida saber abrir mão de sonhos e se lançar a novos sonhos.