sábado, 15 de janeiro de 2011

Teoria do Apego

John Bowlby, psiquiatra que investigou e elaborou a teoria para explicar como se dá a relação entre o bebê e seu provedor de segurança e conforto (a mãe para a maioria dos casos). E a partir disso quais as implicações na vida adulta.

Como explicar o fato de algumas crianças crescerem autoconfiantes e outras crescerem inseguras?

Bowlby a partir de seus estudos descarta a ideia do impulso primário e afirma que a relação entre o bebê e sua mãe não se desenvolve pela alimentação; mas sim, pelo sentimento de segurança.

Os comportamentos de apego se referem a um conjunto de condutas inatas exibidas pelo bebê, que promove a manutenção ou o estabelecimento da proximidade com sua principal figura provedora de cuidados, a mãe, na maioria das vezes. O repertório comportamental do comportamento de apego inclui chorar, fazer contato visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir. (Bowlby, 1990)

Assim, comportamento de apego é definido como: Qualquer forma de comportamento que resulta em uma pessoa alcançar e manter proximidade com algum outro indivíduo, considerado mais apto para lidar com o mundo (Bowlby, 1989, p.38).

Nesse sentido, o tipo de experiência que uma pessoa vivencia, especialmente durante a infância, tem uma grande influência sobre o fato de ela esperar, ou não, encontrar mais tarde uma base pessoal segura, e também sobre o grau de competência que possui para iniciar e manter relações mutuamente gratificantes, quando a oportunidade se oferecer. Em virtude dessas interações, seja qual for o primeiro padrão a se estabelecer (seguro, inseguro-ansioso, inseguro-ambivalente), é esse que tende a persistir. (Chalhub; Rodrigues, 2009)