segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Depressão (eleita pela enquete)

O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por alterações afetivas.

É muito comum a banalização do termo “depressão” hoje em dia; e na maioria das vezes existe uma confusão com o sentimento de tristeza. Estar triste é inerente ao homem. Somos todos capazes de momentos que maior introspecção e retraimento. A depressão aparece a partir da intensidade e duração dos sintomas. O que ocorre é que as pessoas não se permitem chorar. Há um culto a felicidade e ao estado de ânimo sempre alegre. As pessoas socialmente precisam sempre se mostrar dispostas ao convívio social, ouvir músicas agitadas, ir a filmes leves. A tristeza, como aprendizado e reflexão; é vista pela maioria como algo ruim.

Driblar a tristeza como forma de escapar da frustração. Mas é a partir das coisas perdidas, da não superação de um obstáculo que a pessoa amadurece. E assim reconhece seus limites e para onde aponta seu desejo.

As moiras

Na Antiguidade os gregos consideravam que cabia às moiras tecer o destino e cortar o fio da vida quando necessário. As moiras era representadas por três irmãs: Cloto, Laquesis e Antropos. Consideradas filhas da noite e governantas do destino dos seres humanos; elas teciam o fio da vida sem que ninguém pudesse interrompê-las nessa tarefa. Cloto, a mais jovem, fiava a teia do destino humano; Laquesis era a encarregada de colocar o fio no fuso, determinando a sua longitude; e, Antropos, a mais velha, cercava-se de vários fios pequenos e longos conforme a duração da vida de cada mortal. Tinha ela a triste missão de cortar o fio da vida dos mortais. Os gregos prestavam grandes homenagens a elas por temê-las como símbolo do fatalismo. A morte, então, não dependia do homem, mas sim das moiras.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Labirinto terapêutico

Símbolo encontrado na mitologia de vários povos, os labirintos começam a se multiplicar pelo mundo. Agora, podem ser vistos no chão de parques no centro de cidades como Toronto, no Canadá, e em um número cada vez maior de hospitais nos Estados Unidos e Inglaterra. Mas por que essa figura antiga está voltando com tanta força? “Os labirintos se mostraram uma ferramenta eficiente para aliviar a tensão emocional e muscular. Por isso, oferecem grandes benefícios à saúde”, explica o neurologista Afonso Carlos Neves, chefe do setor de neuro-humanidades da Universidade Federal de São Paulo e introdutor da prática no Brasil.

O labirinto é utilizado por pacientes com problemas neurológicos e psiquiátricos, acompanhantes e até funcionários. E, ainda que o ato de andar até o centro do desenho, sentar-se ali alguns minutos e depois voltar pelo mesmo caminho pareça brincadeira, produz efeitos notáveis sobre o humor e a disposição de quem se entrega à experiência. “Eles não erradicam doenças, mas ajudam na recuperação emocional, o que acaba indiretamente melhorando a imunidade, por exemplo”, diz Neves.

O link abaixo está a matéria completa publicada em IstoÉ.

http://www.istoe.com.br/reportagens/103771_A+TERAPIA+DO+LABIRINTO

Up in the air (amor sem escalas)

Hoje resolvi comentar sobre o filme Up in the air, do diretor de Juno com um roteiro muito bem construído, que o título em português (Amor sem escalas é péssimo). Mas é um filme que recomendo muito.

Ele a princípio parece ingênuo, ou mais uma daquelas comédias românticas cheias de clichês e quando vemos somos tomados por constatações sobre nós mesmos e sobre como lidamos com o outro (seja ele no trabalho, em casa, um amigo ou no amor).

Fala sobre escolher entre se lançar ao mundo dos relacionamentos ou ficar sozinho, mas sem melodrama e nem lição de moral. Não levanta nenhuma bandeira apenas nos faz pensar. Muitas pessoas confundem estar solteiro com solidão e desamparo. Mas isso fica para outra postagem.

Além de tudo isso que já é muito, existe toda a crítica social de como as empresas demitem os funcionários e de como as pessoas durante a vida resignificam seu modo de pensar, seus comportamentos e as próprias escolhas.

É ótimo para refletir sobre nossas próprias atitudes.