segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Liberdade

O destino do homem é ser livre e ter o poder de escolha. Mas como conviver com a constante batalha do optar qual caminho seguir? É possível dar conta de viver no eterno vazio sem as “falsas certezas’?

O ser-no-mundo seria habitar a inospitalidade e também viver a experiência de desamparo e desabrigo. O des-envolver nos desabriga, mas é nossa condição de liberdade. O homem não é, ele é um poder-de-ser. Nascemos nomeados, mas somos em aberto, em constante construção.

O homem nunca chega a se acabar profundamente. Ele é incompleto. Ao homem não foi dado o permanecer, é uma busca constante. Somos condenados ao desenvolvimento (des-envolver), sair do envolvimento que estava para pegar o que se vem; ‘livrando-se de’, para estar ‘livre para’. E isso é uma destinação – com destino a.

A sensação da liberdade é boa; é o estar ‘livre para’. O caminho para atravessarmos até chegar à ‘liberdade para’ passa pela angústia; pelo nada. O estar livre é também estar solto, sozinho. E para isso vive-se no vazio. Muitas pessoas não suportam o vazio existencial; por isso optam por não se livrarem.

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