segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nossas conexões

O debate de hoje sobre o sistema prisional foi inspirado no excelente programa – Conexões Urbanas – exibido pelo canal Multishow. O programa apresentado pelo José Júnior fala sobre os vários guetos em que a sociedade se dividiu e apresenta meios de unificar e aproximar as pessoas em prol de algo comum. É para assistir e refletir.

Mas retomando o assunto, eu aqui não tenho tantos conhecimentos técnicos acerca do tema. Mas vale a discussão. Sempre que vejo imagens de um presídio me remonta a velha ordem da frase “quanto mais longe melhor” adotada pelos regimes conservadores. É sempre mais fácil aprisionar do que mudar a base do problema.

Mas deixando as questões políticas de fora, o que se vê é que ao menos metade dos presos que estão lá seriam reintegrados à sociedade se as prisões oferecessem condições para isso.

Nesse programa falou-se sobre a escola dentro da prisão, o recebimento de salário para os serviços prestados, os cursos técnicos e toda estrutura digna que se deve oferecer.

Desde as escolhas feitas antes da prisão (o meio influenciando no comportamento ilícito) e a sobrevivência em grupo no confinamento dependerá de como a pessoa lida com a frustração; em outras palavras, em quanto a pessoa é ou não resiliente.

O dicionário Houaiss define resiliência como “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica”. Em sentido figurado é a “capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”.

Não podemos romantizar o ambiente prisional. Só proponho uma distinção entre presos e bandidos e em como a sociedade pode olhar para questões difíceis e encarar a situação que afinal é de todos nós. O que vocês pensam sobre o tema?


Site: http://www.eschola.com

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