quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Into the Wild (Na natureza selvagem)

Esse é para mim um dos filmes mais intensos que já assisti. Com ótimas atuações, trilha sonora na medida e direção do Sean Penn. Baseado em fatos reais narra a história de um jovem (interpretado por Emile Hirsch) em busca de sentido de vida. Por mais que em alguns momentos você chore, há o paradoxo da alegria em viver. A emoção é fruto da realidade. Nós choramos porque lembramos dos nossos medos e frustrações.

O jovem do filme caminha em busca de sua identidade, como se perguntasse a si mesmo: “Quem sou eu?”, “O que eu quero e o que eu posso ser?”. E mais além, “Existe espaço para mim?”.

Como é difícil para o homem apropriar de si mesmo. A tarefa de se escolher qual o caminho a seguir é a dura realidade humana. Mas escolher é inerente ao homem, sendo assim, está num eterno processo de procura.

O homem como ser-no-mundo é a partir de sua individualidade. Estamos no eterno processo de nos lançarmos ao vazio da dúvida, ao vazio do amanhã. O jovem do filme flerta com a solidão com espantosa segurança.

Em meio ao andar no mundo nós somos seres-com-os-outros; e que para esse convívio cedemos como filhos, pais, maridos, enfim, há uma constante troca em nome do equilíbrio.

O homem busca a felicidade como algo mítico, quando ela é parte do mais simples da vida. Talvez nos pequenos momentos nos tornarmos mais felizes.

Nosso caminho é a eterna busca de sentido, e de que a epifania fundamental é que a felicidade só é real quando compartilhada.

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