sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As Horas

Hoje escrevo sobre o filme “As Horas” do diretor Stephen Daldry baseado no livro homônimo de Michael Cunningham. Com elenco formado por: Meryl Streep, Julianne Moore, Nicole Kidman e Ed Harris.
Em três épocas distintas as personagens enfrentam dilemas e situações entrelaçados pelo livro Mrs. Dalloway de Virginia Woolf.
Destaque para a primorosa edição, que enquanto Viriginia Woolf escreve seu romance as outras mulheres, em diferentes épocas, são influenciadas pelo texto da escritora inglesa e as cenas apresentam continuidade perfeita.
A relatividade do tempo e o que este provoca nas pessoas é evidenciada no título do filme – “As Horas”. O tempo é o tempo de cada um. E assim enfrentamos o tempo da espera (futuro), o tempo presente e o tempo passado. Conviver com a lentidão da espera, a falta de sentido e a busca por um mínimo significado é o que nos conta o filme.
O sentido é individual e, portanto gerado pelo homem. A fenomenologia, em linhas gerais, nos diz que o caminho existencial é um processo de procura; o andar junto construindo cada etapa como um artesão.
Cada personagem apresenta um sentido de vida mesmo que seja a ausência de sentido (notem que todos os personagens caminham pelas idéias suicidas). As escolhas são complexas e a manutenção do ambiente sem perspectiva aumenta a tensão do roteiro.
O mundo que cada um absorve é que define suas ações. Lembrando que o homem como ser-no-mundo e ser-ai-com-os-outros deve sim conviver no mundo. No fundo as personagens falam de cada um de nós. Bom filme!

2 comentários:

  1. Ola Sergio, parbens pelo blog. Con certeza esta eh a melhor forma de democracia em se tratando agregar opinioes e com isso uma forma de nos educarmos sem limites de tempo e espaço. Falando em espaço, sei quem vai dominar o computador daqui p/frente!!!
    Vi este filme ja faz alguns anos e adorei. Muito bem colocada a questao psicologica dos personagens e de muito impacto.
    Outro filme que vi a semana passada foi "Inception" , tambem muito intrigante. Desta vez conseguiram passar uma mensagem bem humana, apesar de tanta tecnologia para se chegar a parte central do cerebro que na verdade estava ligada com a aceitaçao entre fiho e pai. Muito interessante e ao mesmo temo provocando muita intriga entre os dois mundos que viemos (sonho e realidade).
    Tenho os mesmos interesses, pois lido na area terapeutica tambem, combinando terapias vebal e corporal, pois um nao vive sem o outro (pelo menos p/mim).
    Boa sorte com o blog, estarei checando.
    Abracos,
    Chira (Marco Prado)

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  2. Oi,Serginho,parabéns pelo lindo blog!

    Esse filme é realmente muuuuuuuito bom. Acredito que dos vários aspectos que o filme apresenta, um muito interessante aparece na fala da Virginia Wolf (Nicole Kidman), quando ela diz que o doente, por pior que esteja, sempre deve ter sua vontade ouvida e respeitada no que se refere ao seu tratamento, pois é isso que o torna humano.

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